Diagnóstico econômico e financeiro pós covid-19, alternativa ou necessidade?

Diagnóstico econômico e financeiro pós covid-19, alternativa ou necessidade?

O Capital de Giro é a solução para todos os problemas? Resposta: Não!!! Segundo SEBRAE, 7% dessas empresas fecham por falta de lucro; 20% encerram o negócio por falta de capital; e quase 50% dos pequenos empresários do Brasil não sabem precisar se têm lucro ou prejuízo.

Assim, concluímos que as empresas fecham por falta de uma gestão adequada dos seus recursos.  Os empresários, na sua maioria, desconhecem a saúde econômica e financeira da pessoa jurídica e assim ficam limitados em suas ações. Fazendo uma analogia, seria como um médico, tomar decisões sem ter em mãos, o diagnóstico junto aos exames adequados segundo os órgãos legais da área da saúde.

Os dados de mercado evidenciam uma situação onde utilizar as ferramentas de gestão deixam de ser uma opção, e passam a ser uma necessidade de sobrevivência. Para o pesquisador Atkinson (2000) “a contabilidade gerencial é o processo de identificar, mensurar, reportar e analisar informações sobre os eventos econômicos das empresas”. Veja o quadro resumo abaixo:

Neste momento de incertezas que antecedem uma possível retomada da economia, temos que ser objetivos com o tempo disponível direcionado a reestruturação dos negócios, com foco na sobrevivência e na criação de um ambiente propício ao crescimento, mesmo que seja ínfimo. Temos que fazer o “bom”, para depois alcançar o “ótimo”.

Existe um dito popular que diz: “Papagaio que acompanha joão-de-barro vira ajudante de pedreiro”. Através desse dito popular, vemos que as decisões que tomamos influenciam naquilo que nos tornamos. O mesmo acontece com as empresas. A personalidade de uma empresa é formada em função de uma sucessão de decisões tomadas no dia a dia. Decisões tomadas sem critérios e sem análises, transformam a personalidade da empresa em algo indefinido, ocasional e inexpressiva em sua personalidade. Pense em como a sua empresa é vista pelo mercado. Reflita sobre a imagem que ela transmite aos seus clientes, fornecedores, colaboradores e agentes externos. Essa imagem interfere nos resultados econômicos? A resposta é sim!

Através de pesquisas científicas podemos constatar que 80% do senso comum, ou seja, da opinião que as pessoas formam sobre as coisas, levam em consideração a primeira impressão, visual ou de informações básicas como boca-boca. Segundo pesquisador Nicholas Rule pesquisador da Universidade de Toronto, Quanto menos tempo temos para emitir um julgamento baseado no que vemos, mais propensos seremos a confiar no que dizem nossos instintos”. Outro aspecto importante a ser considerado é o efeito Halo, estudado pelo psicólogo Edward L. Thorndike, se define como um viés cognitivo da psicologia, que atribui ao ser humano, a capacidade de se tirar conclusões globais, ou de grupos étnicos, sem conhecê-los individualmente. Ou seja, emitimos um parecer baseado nos primeiros estímulos visuais, auditivos e instintuais de forma precoce, baseado com valores primários de certo, ou errado, justos e injustos.

 Concluímos que criar uma imagem positiva da empresa é um desafio de fazer o certo na primeira vez. Para se ter sucesso frente a este desafio, afirmamos que só é possível através do pleno conhecimento dos acontecimentos da empresa. Aqui, defendemos a implantação da Controladoria. Leia o artigo “A importância da Controladoria nas Empresas”, nesse blog.

Conhecer o que os colaboradores da empresa falam na hora do cafezinho é superficialmente importante, saber o que os indicadores econômicos da empresa falam é vitalmente importante para a sobrevivência e o crescimento sustentável da empresa.

E se existem dúvidas sobre esses indicadores citados anteriormente, o melhor caminho, e o mais indicado seria a realização urgente de um diagnóstico empresarial econômico.

Márcio André Macedo

Consultor de Empresas Sênior, especialista em Controladoria

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